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Quando contratar mais pessoas não resolve o backlog

Projetos estratégicos acumulam-se, o backlog cresce, os prazos aproximam-se e, muitas vezes, a resposta instintiva é “precisamos de mais developers”. O desafio é que contratar mais pessoas nem sempre é a solução certa, sobretudo se isso significar aumentar custos fixos sem ter a certeza de que a necessidade é estrutural.

Mais do que “ter mais gente”, o que muitas equipas precisam é de capacidade flexível. Ou seja, uma forma de reforçar a equipa de desenvolvimento quando o negócio acelera e de a reduzir quando a pressão baixa, sem estar constantemente a ligar o botão do recrutamento ou a cortar na estrutura interna. É aqui que um modelo de reforço de equipas de desenvolvimento, com um parceiro especializado em Team Extension e nearshore em Portugal como a Aubay, pode fazer a diferença.

O que é o reforço de equipas de desenvolvimento e porque é diferente de contratar mais pessoas

Reforço de equipas de desenvolvimento não é apenas “mais uma vaga em aberto”. É a possibilidade de aumentar e ajustar a capacidade da equipa de forma rápida, com perfis alinhados com o seu stack e contexto, sem acrescentar imediatamente mais estrutura fixa à organização.

Na prática, em vez de entrar num ciclo de recrutamento que pode demorar meses, pode trabalhar com uma equipa dedicada que já está operacional, com developers, QA, DevOps ou outros perfis que complementam o que já tem dentro de casa. A diferença está na flexibilidade: consegue fazer scale up e scale down conforme o roadmap e o contexto do negócio.

5 sinais de que está na altura de reforçar a equipa de desenvolvimento

Há alguns sinais claros de que a sua equipa chegou ao limite da capacidade saudável.

O primeiro sinal é um backlog cronicamente atrasado. Não é uma sprint mais carregada, é um padrão: funcionalidades importantes que escorregam de mês para mês, roadmaps que deixam de ser credíveis e equipas de negócio frustradas. Quando isto acontece de forma recorrente, é provável que exista um desfasamento entre o que o negócio pede e o que a equipa consegue entregar.

O segundo sinal é a dependência de “heróis”. Se há uma ou duas pessoas sem as quais “nada anda”, o risco operacional é enorme. Qualquer ausência, mudança de equipa ou saída pode bloquear entregas críticas. Reforçar com uma equipa dedicada ajuda a distribuir conhecimento e reduzir esta dependência.

O terceiro sinal é ver projetos estratégicos parados porque a equipa está presa à manutenção. Se as pessoas que deviam estar a construir o futuro passam a maior parte do tempo a apagar fogos no presente, o negócio perde velocidade. Muitas vezes faz mais sentido trazer capacidade adicional para absorver as tarefas de manutenção ou, pelo contrário, para libertar um núcleo interno que fica focado em inovação.

O quarto sinal é a falta de competências específicas. Cloud, data, mobile, IA, automação de testes ou segurança são áreas em que é difícil contratar e manter talento. Em vez de abrir mais vagas sem garantia de sucesso, pode ser mais rápido e seguro trabalhar com um parceiro que já tenha essas competências nas suas equipas de projeto e de Team Extension.

Por fim, um quinto sinal: o negócio está a crescer mais depressa do que a capacidade da equipa de IT acompanhar. Novos mercados, mais clientes, novos produtos digitais, mas a mesma equipa a tentar responder a tudo. Nestes casos, o reforço temporário ou contínuo da equipa de desenvolvimento pode ser a diferença entre aproveitar a oportunidade ou ficar para trás.

Quando faz sentido reduzir a equipa de desenvolvimento (sem perder talento)

Nem sempre a questão é “como ter mais capacidade”. Em muitos contextos, o problema é o inverso: picos de projeto já passaram, a pressão acalmou, mas a estrutura de custos permaneceu. Equipas internas aumentadas para responder a um grande programa de transformação ou a um lançamento específico podem ficar sobredimensionadas quando esse pico termina.

Aqui, o risco é ficar preso a custos fixos altos e ter pouca margem para investir em novas iniciativas. Reduzir equipas internas é delicado, tanto do ponto de vista humano como reputacional. Um modelo de equipa flexível, através de um parceiro, permite outra abordagem: escala-se a capacidade para cima quando é preciso e reduz-se quando o volume de trabalho diminui, sem ciclos de contratação e despedimento sucessivos.

Isto não significa abdicar da equipa interna. Pelo contrário, o objetivo é proteger o núcleo que conhece a fundo o negócio, os sistemas críticos e os clientes. O reforço externo serve para absorver flutuações, não para substituir o coração da organização.

Como fazer scale up e scale down com um parceiro de Team Extension

O termo scale up é muitas vezes associado a startups, mas aplica-se de forma muito concreta às equipas de desenvolvimento. É a capacidade de aumentar rapidamente o tamanho e o leque de competências da equipa quando surge uma nova oportunidade: um novo produto, uma integração complexa, uma migração para cloud, por exemplo.

Já o scale down é o movimento inverso: reduzir capacidade de forma controlada quando um grande projeto termina ou quando o contexto económico pede mais prudência. O que distingue as empresas que conseguem fazer isto bem é a forma como encaram a flexibilidade. Se cada aumento de equipa exige meses de recrutamento e cada redução implica processos morosos e difíceis, a empresa fica lenta.

Trabalhar com um parceiro que disponibiliza equipas de desenvolvimento dedicadas permite transformar estes movimentos em decisões mais simples. Em vez de pensar “consigo contratar estas pessoas em seis meses?”, a pergunta passa a ser “faz sentido reforçar a equipa durante os próximos seis ou doze meses para aproveitar esta oportunidade?”.

Na Aubay, vemos este cenário todos os dias com empresas que recorrem a equipas em Lisboa para acelerar roadmaps de produto durante um período definido e depois ajustam a capacidade mantendo um núcleo mais pequeno para evolução contínua.

O papel da Aubay como parceiro de Team Extension

Num modelo de Team Extension, a equipa de desenvolvimento que reforça a sua organização funciona como uma extensão natural da equipa interna. Não é um “fornecedor externo” que recebe pedidos e devolve entregas em silêncio. É uma equipa que partilha o mesmo backlog, participa nas mesmas cerimónias ágeis, usa as mesmas ferramentas e responde aos mesmos objetivos.

Enquanto organização, mantém o controlo sobre produto, prioridades e decisões técnicas. Define o que é importante, em que ordem e com que critérios. A Aubay assume a responsabilidade de encontrar, integrar e acompanhar os perfis certos, garantindo estabilidade, evolução e alinhamento com a forma como a sua equipa trabalha.

O benefício mais visível é a capacidade de manter foco no core business. Liderança técnica e de produto deixam de perder tempo em processos de recrutamento intermináveis e de gestão operacional diária de equipas distribuídas. Em vez disso, concentram-se em estratégia, visão de produto e proximidade ao cliente, sabendo que têm uma equipa estável do outro lado a garantir execução.

Checklist rápida para decidir se deve reforçar ou reduzir a equipa

Antes de decidir se deve reforçar ou reduzir a sua equipa de desenvolvimento, vale a pena responder com honestidade a algumas perguntas simples:

  • O backlog em atraso está a comprometer objetivos de negócio?
  • A sua equipa tem visibilidade clara da capacidade que terá nos próximos seis a doze meses?
  • Está a usar developers seniores em tarefas que não geram valor suficiente?
  • Tem competências críticas concentradas em poucas pessoas?
  • Tem margem para ajustar custos se o contexto mudar em três ou seis meses?

Se respondeu “sim” a mais do que uma destas perguntas, pode ser altura de pensar na forma como está a dimensionar a sua equipa. Reforçar não tem de ser sinónimo de contratar mais pessoas internamente, tal como reduzir não tem de significar perder talento. Um modelo de equipa flexível, com um parceiro especializado como a Aubay, pode dar-lhe precisamente aquilo de que precisa: capacidade para scale up e scale down, no ritmo do seu negócio, sem perder o foco no essencial.

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